VACINAÇÃO

Os cães estão sujeitos a um grande número de doenças que podem e devem ser prevenidas e a forma de dar essa “prova de amor” aos nossos amigos é não descuidar das vacinas. Um bom programa de vacinas deve começar pela administração: sempre procure um veterinário e não se deixe levar para conversa do vendedor que não está gabaritado para fazer indicações e mesmo que tenha prática, não deve aplicar as vacinas!

Um bom programa de vacinação vai conciliar a saúde do seu cão com as exigências sanitárias e epidemiológicas. Atualmente existe uma grande variedade de vacinas que protegem os cães de doenças específicas e até mesmo fatais e que devem ser ministradas levando-se em conta a idade do cão.

Os mais sujeitos às doenças são os filhotes, mas não se deve descuidar dos adultos, promovendo, sempre que necessário, a revacinação dos cães adultos.

COMO FUNCIONAM AS VACINAS

As vacinas estimulam a produção dos anticorpos que combatem doenças específicas e criam uma “memória” no sistema imunológico que acelera essa produção quando o organismo é de fato atacado pelo agente causador da doença.

Essa “memória” é obtida com uma “simulação” do ataque. Uma das forma é usando apenas um pedaço do microorganismo causador (vacina inativada). Outra forma, utilizada quando a virose é mais devastadora, é o uso de vírus vivos, mas alterados e que não causam a doença (vacina de vírus atenuada).

Logo após a vacinação, o organismo passa 15 dias “desenvolvendo” essa “memória imunológica”. Nos cães adultos, normalmente basta uma dose para que ela permaneça ativa por um período de cerca de 1 ano. Nos filhotes, no entanto, são necessárias reaplicações (3 doses) para que a “memória” se estabeleça por volta de 98%.

REAÇÕES À VACINA

As vacinas podem, assim como nos humanos, causas algumas reações nos cães. Algumas dessas reações “desaparecem” sozinhas:

*Menor atividade, febre e dor muscular (normalmente desaparecem 1 ou 2 dias após a vacinação)
*Pequeno nódulo, erupções na pele ou queda alérgica de pêlos NO LOCAL da injeção.
Outras reações, no entanto, devem ter acompanhamento do médico veterinário.
*Desenvolvimento de sintomas da doença;
*Choque anafilático ou Convulsões (raríssimo)
*Reações alérgicas com inchaço do focinho, cabeças e garganta.

DICAS IMPORTANTES

*Não se deve acasalar parceiros sem vacinação e a fêmea não deve engravidar nos 15 dias seguintes à vacinação.
*Uma ninhada de mãe não vacinada recebe menos anticorpos colostrais e por isso fica mais sensível às doenças.
*Filhotes criados em locais onde há muita circulação de pessoas (que podem carregar o vírus sem saber em roupas e sapatos) ou em locais onde houve recente virose, devem receber doses adicionais da vacina mais cedo. Para isso, consulte seu veterinário para saber a antecipação adequada ao seu caso.
*Locais com muitos filhotes têm maior tendência a apresentar infecções respiratórias, como a Tosse dos Canis e a Parainfluenza. Pode ser feita uma prevenção com vacinação específica aos 50 dias.
*O ambiente é de importância fundamental. Caso tenha havido infestação no ambiente o piso e os objetos devem ser desinfetados. Normalmente deve-se respeitar um período de quarentena, evitando trazer novo filhote que pode ser contaminado pelo vírus ainda no ambiente. Consulte seu veterinário para saber exatamente qual o período recomendável para a quarentena no seu caso específico